<i>SOL-3 Solitário: Guia Completo para Ragunna</i>

Livro encontrado na Cidade de Egla.

Detalhes
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Tipo: Item de Missão

Raridade: 3

Descrição de fundo

“Sua coluna de Egla não foi atualizada desde o último Carnaval. É apenas o mesmo artigo repetidamente. Vocês não conseguem pagar o escritor ou algo assim?”

<i>SOL-3 Solitário</i>

(Um guia de turismo escrito pela Associação dos Pioneiros, mas a coluna sobre a cidade de Egla não é atualizada há um bom tempo.)

[O próximo grande destino de viagem]: Cidade de Egla!
Para aqueles corajosos o suficiente para se aventurar no lugar que inspirou as peças aventureiras durante o Carnaval, explorar o lendário reino do poderoso “gigante”, ouvir as canções ecoando do mar de nuvens à beira d'água ou seguir os passos dos cavaleiros em busca de honra e justiça não serão mais meras fantasias. Na cidade de Egla, os viajantes podem mergulhar numa paisagem deslumbrante à beira d'água, observar a majestosa migração dos viraiaques e ver os moinhos de vento girando graciosamente nas planícies, enquanto se banham na luz dourada do poente. Também podem simplesmente desfrutar de um chá da tarde tranquilo e se deliciar com iguarias centenárias, tudo isso cercado pelas cores vibrantes das flores.

[Destinos de sonho] Santuário do Nimbo!
Nesta edição de [Destinos de sonho], viajamos para o hipnotizante Santuário do Nimbo escondido nas profundezas do Refúgio Murmuvento. Com destaque para o encantador cruzeiro de gôndola, o mar de nuvens há muito é um destino imperdível, cativando visitantes com suas vistas etéreas e oníricas.
No entanto, poucos sabem que o Átrio dos Reflexos — sempre retratado em contos românticos — não é mera ficção, mas as ruínas da mais alta torre da antiga Ragunna. Para salvar seu povo, Nápoles II invocou um milagre e transformou a Maré Sombria no próprio mar de nuvens que embeleza a terra hoje.
As ruínas esquecidas da antiga cidade de Egla agora estão submersas sob o mar de nuvens.

[A jornada é o destino] Embarque hoje mesmo!
Vale notar que, embora a razão permaneça incerta, o nível da água do Santuário do Nimbo tem subido constantemente na última década, forçando os moradores da cidade de Egla a se mudarem para terrenos mais altos ao norte.
Esta área foi outrora uma terra árida e subdesenvolvida, espalhada com rochas expostas, e conhecida como os Ermos Murmuvento.
No entanto, o povo engenhoso da cidade de Egla começou a construir moinhos de vento que giravam dia e noite para extrair água das regiões mais baixas e nutrir a terra acima. Seus esforços transformaram este lugar acidentado no próspero Refúgio Murmuvento que vemos hoje, onde colheitas e flores agora florescem na brisa.

[Memórias da coluna] Voz dos viajantes!
Sua coluna de Egla não é atualizada desde o último Carnaval. É apenas o mesmo artigo repetidamente. Vocês não podem pagar o redator ou algo assim?
Será que ninguém está interessado na cidade de Egla? Sério? Seria isso mesmo?

(Um pequeno romance publicado há dez anos.
“Um best-seller escandaloso, banido pela Ordem três vezes!”
“Apenas um décimo dos leitores realmente o entende — você é um deles?”
“Incrível! A sátira de Russellian continua tão perspicaz como sempre, mesmo após todos esses anos!”
Assim se lê na página de recomendação do editor… Claramente, este livro causou bastante controvérsia há uma década.)

Longe, através das águas tempestuosas cheias de cristas irregulares e feras gigantes na superfície de Solaris, encontra-se um grupo de pequenas ilhas desconsideradas. Nesse arquipélago, as culturas descendentes de exilados são tão incríveis que ainda acham que um pensamento unificado é uma ideia bem legal. Essas ilhas têm — ou melhor, tinham um problema: a maioria das pessoas nelas estava infeliz na maior parte do tempo.

Após a aposentadoria, continuei pensando naquela tarde em que meu amigo e eu nos conhecemos pela primeira vez.
Ford Percival. Ele era alienígena.
Em seu primeiro dia na cidade de Egla, ele comeu dez bisnagas sem pagar nada. Antes que os Enviados Divinos pudessem puni-lo por roubo, eu rapidamente paguei sua dívida.
Desde a oração, o Oráculo da Misericórdia vagava em minha mente em busca de algo para se conectar — até que eu o conheci, o pobre alienígena. Ele devia estar faminto.
“Oi, eu sou Ford. Sou alienígena. Estou analisando suas armas. Componentes bem estranhos.”
Ele disse depois que eu o salvei. “E que lugar é este?”, continuou.
Um alienígena? Ah, eu já tinha ouvido esse tipo de história uma vez de alguém que afirmava ser de uma federação. Ele disse que Solaris era na verdade um tomate vivo — um tomate que podia girar, respirar, até dançar. E os alienígenas, aparentemente, eram de outros tomates, vivos ou mortos.
“Cidade de Egla”, respondi.
“Cidade de Egla, bom. Espere, o que é aquilo?”, perguntou apontando para os moinhos de vento à distância.
“São moinhos de vento. Um conjunto de moinhos de vento Ciclope, Briareos”. Nascido e criado em Egla, eu respondi quase instintivamente.
"C-Ciclope! Ah, eu conheço esses! Já os vi antes! Mas minhas estrelas — vocês conseguiram matá-los mesmo? Como vocês conseguiram isso? São aqueles arranjos autorrotativos feitos de seus corpos mortos? E o que exatamente é Briareos? Um dispositivo de resfriamento? Um motor de hélice? Ou algo para abrir um canal de rede?"

(Continua)

Depois de ouvir minha explicação, o autoproclamado alienígena Ford parecia completamente fascinado pelos Ciclopes. Suas emoções ficaram tão agitadas que ele se jogou no chão, murmurando algumas palavras ininteligíveis enquanto apontava para os moinhos de vento à distância.
Então era verdade: não importava de onde vinham, não importava de quais “tomates”, qualquer um que visse a paisagem de Egla não podia deixar de se apaixonar pela literatura cavalheiresca.
Então eu me endireitei, dei três passos à frente e ajustei a gravata inexistente, depois expliquei graciosamente: “Exatamente! Isso mesmo! Uma vez, um cavaleiro justo nos guiou para derrotar o gigante. Antes disso, todas as pessoas e Ecos na Cidade de Egla foram levadas para o terreno alto no sul, fugindo da ameaça do gigante. Agora, aquele opressor está enterrado sob o mar de flores. Construímos majestosos moinhos de vento para irrigar as flores e as terras agrícolas, e nomeamos nossa antiga casa Briareos, em homenagem aos feitos heroicos daquele cavaleiro!”
Depois de ouvir meu discurso, Ford ficou congelado no chão, como se dez mil cetos-quebra-marés tivessem rugido para ele de uma só vez, destruindo sua percepção.
Após uma longa pausa, ele me perguntou incrédulo: “Vocês ainda têm cavaleiros aqui?”
O que ele acabou de me perguntar?
Louvado seja Imperator!
Eu finalmente poderia dar a resposta classificada como nº 1 nos 10 Momentos Mais Satisfatórios para o Povo de Egla.
Colocando uma expressão solene como os Acólitos da Ordem, imaginei um halo de nobreza acima da minha cabeça, imaginei a poderosa Imperator abrindo asas diante de mim, imaginei-me coroando uma coroa de louros no Carnaval, imaginei-me de pé na grande igreja, empunhando uma espada enquanto era nomeado cavaleiro, saboreando os olhares reverentes dos nobres senhores de Ragunna!
Eu respondi, enfatizando cada palavra com grande ênfase:
“CLARO…”
"No entanto, há muitos forasteiros que buscam o caminho da cavalaria. Você está confiante o suficiente para aceitar o julgamento?"
O alienígena chamado Ford, cuja Marca Transgressora piscava animadamente, rapidamente agarrou minha panturrilha e a sacudiu furiosamente, como se estivesse se agarrando a um tronco em meio a um afogamento. Ele gritou: “Eu sou! Eu sou! Por favor, guie-me até o cavaleiro lendário! Contanto que eu possa retornar ao planeta Russel e salvar minha cidade natal, estou disposto a pagar qualquer preço!”

(Os capítulos de julgamento terminam agora. Faça uma compra para continuar lendo.)

(Uma reportagem sobre as tradições culinárias de Ragunna.)

[Supersegredos do Chef Top]
Imagine-se perguntando a qualquer pessoa nas ruas de Ragunna: “Qual é o melhor restaurante em Ragunna?”
Seis em cada dez responderão: “Trattoria Margherita!” Três apontarão para o restaurante familiar no centro da cidade e o último dirá: “É o lugar onde trabalha a mestre-cuca de cauda macia!”
Isso mesmo! — tal é a influência da Trattoria Margherita em Ragunna!
Incrível!
Mas o que muitos não sabem é que a Trattoria Margherita é na verdade um restaurante familiar inspirado na culinária tradicional de Ragunna.A partir da nossa investigação, descobrimos que a cidade de Egla ainda preserva essa tradição culinária clássica até hoje. Para manter os sabores especiais de seus pratos, a Srta. Margherita até tira um tempo para reunir ingredientes na cidade de Egla ou nas Ilhas Riccioli!
Agora, você pode estar se perguntando: “O quê? Eu entendo por que a Srta. Margherita iria para as Ilhas Riccioli para a colheita de peixes, mas a cidade de Egla? Não é uma cidadezinha atrasada? E a culinária de Egla pode realmente ser chamada de culinária de Ragunna?”
De fato, a vida em Egla não é tão emocionante quanto na agitada Ragunna. As pessoas lá vivem tranquilamente, no ritmo da natureza. O comércio e a logística da cidade estão ligados à cidade de Ragunna. As pessoas se levantam com o vento e descansam com ele, vivendo uma vida moldada por moinhos de vento, fazendas de trigo e pastagens.
Exatamente por isso, por centenas de anos a culinária de Egla permaneceu inalterada. Ali, os sabores originais e as técnicas de cozinha de Ragunna se conservaram — usando moinhos de vento para processar as colheitas e cozinhando alimentos de maneiras tradicionais.
“Dessa forma, os ingredientes e a comida são especialmente preciosos! O queijo feito das pastagens locais é cremoso e a carne é macia e saborosa! É a comida perfeita para encher a barriga!”
comentou a Srta. Margherita durante nossa entrevista.

[Comentários de convidados especiais]
Antigo enviado fiscal da Ordem: a culinária tradicional é uma lembrança do passado de Rinascita. Esquecê-la é trair nossa herança!
Orlando, o Gourmet: o velho mais cedo parecia estar recitando um lema! Que culinária tradicional? O pão da sua cidade é duro como uma arma letal!